O luto é um sentimento que todos nós iremos sentir e isso infelizmente pode acontecer durante a infância. Devemos tomar mais cuidados ao informar uma criança que um ente querido acabou de falecer. A forma de dar uma noticia dessa magnitude precisa ser com delicadeza.

É normal que a criança apresente um comportamento diferente, porém temporário. Eles podem apresentar insônia, pesadelos, raiva, irritabilidade, impaciência, falta de apetite ou muito apetite, e claro a tristeza. Os pequenos também vivenciam as 5 fases do luto, e como todos nós, também superam essa tristeza. A vida é feita de despedidas e os pais precisam ensinar aos filhos a passarem por esse momento e a superá-los. Quanto mais informações ela receber menos doloroso será o luto

AS 5 FASES DO LUTO

Negação – Esse momento é marcado pela resistência em acreditar que o fato realmente aconteceu e até mesmo falar sobre o assunto. A dor é inexplicável e há uma grande dificuldade em lidar com a perspectiva de um futuro sem a pessoa.

Raiva – Nessa fase, a pessoa percebe que a perda realmente aconteceu e que não é possível reverter a situação. A tendência é que a dificuldade em se conformar seja canalizada em raiva.

Negociação – Para aliviar a dor, a pessoa começa a fantasiar a ideia de reverter aquela situação. Essa negociação acontece na cabeça da própria pessoa e, muitas vezes, é voltada para questões religiosas.

Depressão – Normalmente é a fase mais longa do processo de luto, e é caracterizada por um sofrimento maior. É marcada por uma sensação de impotência, melancolia, culpa, ansiedade, crises de choro, desânimo e desesperança. Entre outros fatores, também é comum que a pessoa tenda a se isolar por um período indeterminado.

Aceitação – Ao passar pelas quatro fases do luto, finalmente a pessoa chega a fase de aceitação e começa a ter uma visão mais clara e realista do que está acontecendo e aceita a perda do seu ente querido. A angústia e tristeza dão lugar a tranquilidade e a uma saudade sem dor.

COMO CONTAR A UMA CRIANÇAS SOBRE O FALECIMENTO

Quando se trata de crianças, é preciso explicar de forma calma e com amor, sem criar a expectativa de que eles vão entender de primeira. Até os 7 anos de idade, as crianças ainda não compreendem bem o fato de alguém próximo ter falecido. Por isso, é importante falar a verdade, explicando que essa pessoa não vai mais estar por aqui, mas que sempre estará em seu coração.

Não é recomendado por psicólogos dizer que o ente querido foi viajar, que se mudou ou que virou estrela, pois isso pode prejudicar o entendimento da criança, impedindo que ela entenda que a morte faz parte da vida. Mesmo que a intenção dos pais seja de aliviar o sofrimento dos filhos, isso pode dificultar a compreensão e a experiência de passar por esse momento, que futuramente pode virar uma saudade boa.

LEVAR OU NÃO AO VELÓRIO?

Além da hora de dar a noticia, há outro momento crucial: o velório. Não antecipe a reação da criança. Explique para ela o que é esse ritual de passagem e pergunte se ela deseja ir. Caso a resposta seja não, respeite. Mas é legal fazer um ritual com essa criança, como: escrever uma carta ou soltar um balão, por exemplo. É preciso que as crianças tenham uma despedida do ente querido, mesmo que não seja indo ao funeral. Jamais obrigue a criança a ir ao velório, isso pode ser muito impactante para ela. E caso ela deseja ir, esteja ao lado da criança e seja um apoio para ela nesse momento delicado.

É muito importante deixar o diálogo, o colo e o abraço abertos para os filhos nesse momento delicado. O acolhimento, a conversa e a união dos familiares vão fazer com que esse momento seja mais leve possível para as crianças.

 

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